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Burocracia torna Brasil lento para avançar em novas tecnologias

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Imagem: unicamp

O mundo sairá, seguramente, mais digital da pandemia da covid-19. A quarentena e o isolamento social impuseram uma evolução imediata da digitalização que levaria 5 anos para acontecer em condições normais de planejamento e execução de projetos. A nova realidade nos deixará um legado positivo: o da ampliação da produtividade econômica por meio da conectividade.

O novo normal já terá assimilado a cultura recente do home office, das reuniões por teleconferência, dos debates por lives, da Educação a Distância, da telemedicina e do incremento das compras de produtos e refeições no modo online, promovendo economia de tempo, bem como de recursos financeiros e humanos. A conectividade promovida pelas redes de empresas de telecomunicações já mostrou que dá conta do recado. Só que essa mudança abrupta evidenciou velhos problemas para os quais a necessidade de uma solução mostrou-se ainda mais urgente.

Essa mudança abrupta evidenciou velhos problemas para os quais a necessidade de uma solução mostrou-se ainda mais urgente

A mais imediata, e talvez a mais simples de ser resolvida com empenho das autoridades municipais, é a questão da implantação de infraestrutura. Instalar antenas no Brasil, mesmo tendo investimentos disponíveis para tal, não é tarefa fácil. Há no país mais de 300 leis municipais que dificultam e muitas vezes impedem a instalação dessa infraestrutura.

Desde 2015, existe uma lei federal com regras modernas para o licenciamento de antenas que deveria ser seguida pelos municípios. Em muitos deles e em grandes metrópoles, ainda vigoram leis criadas há mais de 20 anos, ou seja, em outros contextos tecnológico e social, em uma época que nem banda larga móvel existia.

Cerca de 4 mil antenas aguardam prefeituras do Brasil afora concederem a licença para serem instaladas, o que representa pelo menos R$ 2 bilhões em investimentos parados

Mais do que nunca precisamos dar esse passo, atualizar as leis, desburocratizar processos de licenciamentos que se arrastam muitas vezes por mais de 2 anos, e permitir a expansão das redes. Cerca de 4 mil antenas aguardam prefeituras Brasil afora concederem a licença para serem instaladas, o que representa pelo menos R$ 2 bilhões em investimentos parados. Se hoje já temos dificuldade, ela ficará ainda mais evidente com a chegada do 5G, que exigirá um número de 5 a 10 vezes maior de antenas.

46,7% de imposto

O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo. Somos campeões em tributos na internet fixa e na móvel, como atestou a UIT. O percentual de tributos sobre os serviços nunca foi tão alto, atingindo 46,7% em 2019. No ano passado, batemos recorde em arrecadação de impostos e taxas, recolhendo R$ 65 bilhões aos cofres públicos.

Vemos que a tributação não acompanhou a evolução do setor. O celular já deixou de ser um bem de luxo há muito tempo, pois ganhou mobilidade, passou a ser banco, carteira, transporte, cardápio, escola, bolsa e mais uma infinidade de possibilidades, mas a carga tributária, por outro lado, só cresce. O setor paga alíquotas equivalentes a que fumo, bebidas alcoólicas, armas e munições e fogos de artifício pagam.

Temos que avançar com urgência para fazer a reforma tributária de maneira a reduzir a carga incidente e permitir uma expansão ainda maior dos serviços, incluindo a população mais vulnerável. E nos preparar também para um futuro próximo, quando a conectividade estará em todos os objetos, com a Internet das Coisas. Sem uma mudança nos tributos, o Brasil não fará parte dessa realidade onde tudo estará conectado e não poderá usufruir das facilidades que isso proporcionará ao dia a dia das pessoas.

R$ 113 bilhões “parados”

E um terceiro ponto é a necessidade premente de uso efetivo dos fundos setoriais de telecomunicações em projetos que beneficiem de fato os usuários de telecom, especialmente os mais carentes. Desde 2001, fundos, como o Fust e o Fistel, recolheram R$ 113 bilhões para os cofres públicos, mas apenas 8% dos recursos foram usados pelo estado em projetos de telecom.

A TIC Domicílios 2019 mostrou que apesar de todo o avanço feito pelo setor privado para conectar 74% da população, ainda há um contingente de pessoas sem acesso à internet. Grande parte dessa população é também carente de moradia adequada, de trabalho formal e de condições básicas como água encanada e esgoto.

Associada a essa realidade, veio a questão sanitária expondo as desigualdades e nos fazendo constatar que já passou da hora de termos uma política que permita a correta utilização desses recursos e possibilite a inclusão da população mais vulnerável. Um exemplo é o programa Lifeline nos EUA, implantado em 1985, que leva tecnologia de comunicação a famílias de baixa renda.

São lições da pandemia que precisam urgentemente ser colocadas em prática para termos um Brasil mais conectado, justo, inovador e produtivo.

Fonte: Tecmundo

Marcos Ferrari, autor deste texto, é presidente-executivo do SindiTelebrasil. Ferrari é doutor em economia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e foi diretor de Infraestrutura e Governo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele também foi secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento de 2016 a 2018 e anteriormente secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Além disso, exerceu o papel de presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo

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Google coloca sites conservadores como o ZeroHedge em lista negra retirando a monetização e ameaça a mídia internacional The Federalist

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Hoje, a NBC informou que o Google confirmou na lista negra financeira dois sites conhecidos por críticas à esquerda: o site conservador The Federalist e a mídia alternativa ZeroHedge. Após sua publicação, a NBC alterou seu artigo para declarar que o Federalist foi “ameaçado” pelo Google de uma lista negra iminente de seu serviço do Google Ads devido a “violações da política” em sua seção de comentários. O ZeroHedge também está trabalhando com o Google para resolver sua remoção, que também é baseada em sua seção de comentários.

Se The Federalist deixar de remediar o que o Google considera como violações em sua seção de comentários,os dois sites não poderão gerar receita com publicidade usando o Google Ads, de longe o serviço mais importante para qualquer site que tente gerar receita com publicidade digital. Em um comentário ao Breitbart News, o The Federalist confirmou que não estava na lista negra e está trabalhando com o Google para resolver quaisquer problemas. Em um comentário separado, o ZeroHedge também afirmou que está trabalhando com a gigante da tecnologia.

O Google tomou medidas depois de ter sido contatado por jornalistas da NBC, que apresentaram à empresa pesquisas de uma organização sem fins lucrativos de esquerda, o Center for Countering Digital Hate, que difunde vários sites conservadores, incluindo o Breitbart News, e solicita que os anunciantes digitais retirem a monetização desses sites.

A NBC afirmou que a gigante da tecnologia disse que desmonetizou The Federalist e ZeroHedge por causa de “comentários de ódio”. Segundo um porta-voz do Google: “Para deixar claro, o The Federalist não está desmonetizado no momento. Temos políticas estritas de editor que regem o conteúdo em que os anúncios podem ser exibidos, o que inclui comentários no site. Esta é uma política de longa data.”

“Quando uma página ou site viola nossas políticas, tomamos medidas. Nesse caso, removemos a capacidade de monetização de ambos os sites com o Google “, afirmou a porta-voz da NBC.

Informações: Politz

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Um “hacking sofisticado de um agente estatal”: a Austrália denuncia um ataque cibernético ao seu governo

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Um ataque cibernético “sofisticado” a todos os níveis do governo.

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, denunciou na sexta-feira que seu governo e instituições estão sendo alvo de uma “invasão” por um “agente do Estado”.

Morrison disse que os ataques cibernéticos são generalizados e que afetaram o governo, os provedores de serviços essenciais e as empresas australianas.

O primeiro-ministro se recusou a identificar a pessoa responsável e garantiu que não houve um grande roubo de dados pessoais.

A frequência dessa atividade criminosa tem aumentado nos últimos meses, alertou.

  • A disputa entre a Austrália e a China sobre a origem do coronavírus que ameaça provocar um “divórcio econômico” entre os dois países

O governo australiano foi vítima de vários ataques cibernéticos nos últimos anos, alguns deles atribuídos pela imprensa local a países como a China.

O que se sabe sobre esse ataque

Os especialistas em cibernética do governo australiano sabiam que ele era um agente estatal “por causa da escala e natureza” dos ataques.

“Não há muitos agentes estatais que possam participar desse tipo de atividade”, enfatizou Morrison.

img1 Um "hacking sofisticado de um agente estatal": a Austrália denuncia um ataque cibernético ao seu governo

Scott Morrison alertou que a atividade criminosa vinha aumentando nos últimos meses – Foto: EPA

 

O primeiro-ministro disse que decidiu discutir o assunto para pedir às empresas, especialmente prestadoras de serviços e infraestrutura, que melhorem seus sistemas de tecnologia de defesa.

Ele também confirmou que as agências de defesa cibernética da Austrália frustraram “muitas” tentativas, mas os sistemas de proteção exigem “persistência e manutenção constante”.

“Decidimos levantar essa questão hoje não para preocupar o público, mas para aumentar a conscientização “.

“Nós sabemos o que está acontecendo. Estamos trabalhando nisso, mas é uma tarefa diária”.

O primeiro-ministro enfatizou que esse tipo de atividade maliciosa não afeta apenas a Austrália , como ocorreu em outros territórios ao redor do mundo.

No ano passado, os principais partidos da Austrália e o Parlamento foram atingidos por uma “invasão maliciosa” em suas redes de computadores, realizada por um “sofisticado agente estatal”.

img2 Um "hacking sofisticado de um agente estatal": a Austrália denuncia um ataque cibernético ao seu governo

No ano passado, a Austrália relatou um ataque ao seu Parlamento – Foto: Getty images

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Echo Dot ou Google Nest Mini: qual smart speaker comprar?

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(Fonte: Google/Reprodução)

Com a tecnologia em constante evolução, aparelhos como os smart speakers começaram a ganhar cada vez mais popularidade. Esses alto-falantes inteligentes possuem um hardware que pode escutar a pergunta de seu usuário e depois interpretá-la e respondê-la, além de obter a facilidade de comandar seus outros dispositivos compatíveis simplesmente utilizando sua voz. Se você está considerando adquirir um, e quer saber qual o melhor smart speaker para as suas necessidades, separamos dois modelos que podem ser muito interessantes.

Echo Dot

img1 Echo Dot ou Google Nest Mini: qual smart speaker comprar?

(Fonte: Amazon/Reprodução)

 

O Echo Dot é o smart speaker da Amazon, sendo controlado por voz com a Alexa. O aparelho é fácil de instalar e utilizar, sendo perfeito para qualquer ambiente. Com ele, você pode ouvir suas playlists e músicas favoritas no Amazon Music, Apple Music, Spotify e Deezer, além de tocá-las na casa inteira através de outros dispositivos Echo compatíveis em diferentes cômodos.

Através de comandos por voz com a Alexa, realize ligações, crie alarmes, listas, eventos e lembretes, e ainda confira notícias, informações e a previsão do tempo. Caso você tenha outros dispositivos de casa inteligente compatíveis com a tecnologia, também pode controlá-los utilizando o Echo Dot.

O recurso Drop In garante conexão rápida com outros dispositivos Echo dentro de sua casa, criando a possibilidade de chamar a família na hora do jantar, ou lembrar as crianças que está na hora de ir para cama sem precisar sair de onde você está.

Além disso, a assistente virtual da Amazon já possui centenas de skills – que se assemelham a aplicativos – e continua a desenvolver outras. Ela pode lhe ajudar a pedir um Uber, comprar comida no iFood, ou reproduzir jogos, e com os quatro microfones integrados do Echo Dot, a Alexa pode ouvir seus comandos mesmo se estiver do outro lado do ambiente.

Projetado para proteger a privacidade do usuário, o aparelho é desenvolvido com múltiplas camadas de privacidade, permitindo ver e apagar todas as suas recordações de voz. Também permite conectar outros alto-falantes convencionais utilizando Bluetooth ou com um cabo de áudio de 3,5 mm. E com sua fonte de energia de 15 Watts, você nunca precisará se preocupar se o seu smart speaker está ficando sem bateria.

O Echo Dot da Amazon está saindo por R$249,00.

 

Google Nest Mini

img2 Echo Dot ou Google Nest Mini: qual smart speaker comprar?

(Fonte: Google/Reprodução)

 

Pequeno e leve, o Google Nest Mini possui três microfones, além de ter sua parte em tecido confeccionada com garrafas plásticas recicladas.

Seu reconhecimento de voz aprimorado permite que o Google Assistente possa lhe ajudar mesmo do outro lado do cômodo, reproduzindo músicas no Spotfy ou Youtube, informando notícias, ativando seu Chrome Chast e até oferecendo informações personalizadas sobre sua programação diária, lembretes e alarmes.

O assistente virtual da Google também oferece a possibilidade de pedir um Uber ou comida através do Ifood, e controlar outros dispositivos de sua casa que possuem a tecnologia compatível.

O Nest Mini conta com um suporte de fixação fácil, o que permite que o smart speaker seja pendurado em paredes, além de LEDs que acendem para mostrar os controles de volume e uma fonte de energia de 15 Watts.

O Google Nest Mini está custando R$235,96.

Então, qual é o melhor smart speaker?

Tudo vai depender das suas necessidades e prioridades. Um diferencial do Echo Dot em relação ao Google Nest Mini é a quantidade de microfones, que influenciam na hora de utilizar os comandos por voz. O smart speaker da Amazon conta com quatro, enquanto o da Google possui apenas três.

O Echo Dot também oferece a possibilidade de conectar outros dispositivos Echo presentes na casa, facilitando a comunicação com a sua família e permitindo reproduzir a mesma música em vários ambientes. Outro fator interessante é que pode realizar ligações, um recurso que não está disponível no Nest Mini.

Contudo, para quem já possui um Chromecast, ou quer comprar um, o smart speaker da Google pode ser mais interessante, já que suas tecnologias são compatíveis. Além disso, o Nest Mini pode centralizar seus outros aparelhos com serviços Google e aplicativos como o Gmail.

O Echo Dot também permite conectar ouros alto-falantes, enquanto essa opção não está presente no Nest Mini. Mas se você gosta de adquirir produtos voltados para a conservação do meio-ambiente, o smart speaker da Google é feito com tecido reciclável, o que é bem legal.

Os dois podem ser controlados por aplicativos Android e iOS, e quanto a bateria, possuem fonte de energia semelhante, sendo ligados em tomada. A parte de preço também não muda muito, com o Echo Dot sendo alguns reais mais caro do que o Nest Mini.

 

Fonte: Tecmundo

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Samsung Galaxy A21s e Galaxy A11 chegam ao Brasil por até R$ 1.999

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Nesta segunda-feira (8), a Samsung anunciou a chegada dos novos Galaxy A21s e Galaxy A11 ao Brasil. Assim como os demais dispositivos da linha A, os novos smartphones tentam atingir um público mais jovem, focando em bateria, câmeras e tela.

Enquanto o Galaxy A11 chega com um conjunto triplo de câmeras na traseira (13 MP + 5 MP + 2 MP), o Galaxy A21s traz quatro sensores (48 MP + 8 MP + 2 MP + 2 MP). Além disso, a câmera frontal de 13 MP do A21s também se destaca em relação ao A11, que chega com 8 MP para selfies.

Para os usuários adeptos de smartphones com chipset da Qualcomm, o Galaxy A11 chega com um Snapdragon 450, enquanto o Galaxy A21s roda com um Exynos 850, da própria Samsung.  Ambos possuem bateria de longa duração, sendo 4.000 mAh para o A11 e 5.000 mAh para o A21s.

Os aparelhos já estão à venda por R$ 1.999, no caso do Galaxy A21s, enquanto o Galaxy A11 está 
disponível por R$1.699.

Foco no público jovem e conectado

Em 2019, a Samsung confirmou oficialmente o fim da linha de smartphones Galaxy J e anunciou a sua substituição pela família Galaxy A. A ideia da empresa é reunir hardware intermediário com recursos mais interessantes em termos de tela, câmera e bateria.

Para cativar ainda mais seu público-alvo, a Samsung está oferecendo dois meses grátis de assinatura do YouTube Premium e três meses de Spotify Premium para os donos de dispositivos da família Galaxy A, incluindo os novos modelos.

Agora, com a chegada dos dois novos dispositivos, a fabricante soma seis modelos diferentes da linha disponibilizados no país em 2020: Galaxy A01, A11, A21s, A31, A51 e A71, com preços que variam entre R$ 1.199 e R$2.999.

capa-19 Samsung Galaxy A21s e Galaxy A11 chegam ao Brasil por até R$ 1.999

Família Galaxy A disponível no Brasil

Especificações Galaxy A21s

  • Sistema operacional: Android 10 (One UI)
  • Tela: 6,5″ HD+
  • Processador: Samsung Exynos 850
  • RAM: 4 GB
  • Armazenamento interno: 64 GB (suporta microSD de até 1 TB)
  • Câmeras traseiras: 48 MP (sensor principal), 8 MP (ultra-wide), 2 MP (macro) e 2 MP (sensor de profundidade)
  • Câmera frontal: 13 MP
  • Bateria: 5.000 mAh com carregamento rápido de 15 W
  • Cores: Preto, azul e branco
  • Preço: R$1.999
img3 Samsung Galaxy A21s e Galaxy A11 chegam ao Brasil por até R$ 1.999

Samsung Galaxy A21s

Especificações Galaxy A11

  • Display infinito de 6.4”
  • Processador: Qualcomm Snapdragon 450
  • RAM: 3 GB
  • Armazenamento interno: 64 GB (suporta microSD de até 1 TB)
  • Câmeras traseiras: 13 MP (wide) + 5 MP (ultra wide) + 2 MP (sensor de profundidade)
  • Câmera frontal: 8 MP
  • Bateria: 4.000 mAh com carregamento rápido de 15 W
  • Leitor biométrico na traseira e reconhecimento facial
  • 3 GB de RAM + 64 GB de armazenamento interno + Snapdragon 450
  • Cores: Preto, vermelho e azul
  • Preço: R$ 1.699

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Disco galáctico formado logo após o big bang é detectado

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Foto: Nasa

Observações realizadas por um poderoso radiotelescópio detectaram a presença de um disco galáctico que pode auxiliar na compreensão da origem do Universo. Composto de uma quantidade massiva de gás, ele se encontra em um sistema formado cerca de 1,5 bilhão de anos após o big bang — apresentando a nós, terráqueos, uma verdadeira viagem no tempo.

Matéria escura, gás, poeira, estrelas e corpos celestes massivos… Tudo isso faz parte da composição de galáxias e, caso se deseje descobrir mais informações a respeito de onde viemos, procurar entender como esses sistemas surgiram e cresceram, originando estruturas de proporções inimagináveis, faz parte de qualquer estudo científico dedicado à área. Discos galácticos são peças-chave dessa investigação, já que suas primeiras aparições remontam a bilhões de anos de história; logo, entendê-los pode ajudar a revelar diversas questões.

img2 Disco galáctico formado logo após o big bang é detectado

Disco galáctico capturado pelo Hubble exemplifica o fenômeno. Fonte: ESA

 

O fato mais impactante é que a data estipulada de seu nascimento é consideravelmente mais distante do que a dos mais velhos vistos até então. De acordo com conhecimentos cosmológicos atuais, as primeiras estruturas de grande escala universal eram halos esféricos de matéria escura, que, devido à sua imensa gravidade, entraram em colapso e deixaram gases circundantes (os discos).

Tudo o que caiu nos halos deu origem às estrelas e, por consequência, às galáxias. Depois disso, pressupõe-se que os sistemas continuaram a crescer com determinada hierarquia de matéria — alguns realmente se expandiram; outros, se extinguiram.

Logo, um debate acalorado na comunidade científica é recorrente: como funcionou, exatamente, o acúmulo de matéria necessário para que esses sistemas surgissem, dada a variação de formatos? Por exemplo, em galáxias mais recentes, como a nossa, discos de poeira e gás são observados, algo que não acontece em outras mais antigas.

Aparentemente, essa hierarquização ocorrida em tempos remotos é a chave para novos esclarecimentos — já que ela pode destruir ou promover o crescimento do disco.

Diferenças universais

São dois modos de acúmulo de gases: quente e frio. No quente, gases acrescidos levam mais tempo para perderem calor e formar outras matérias ao caírem na matéria escura do halo, o que resulta em galáxias tardias. Já no frio, o processo ocorre bem mais rápido, e as galáxias mais antigas ficam sem o brilho dos discos.

Para visualizar essas estruturas, instrumentos altamente sensíveis são necessários. Quanto mais longe estiverem, mais “voltamos no tempo”, já que a luz que chega aqui foi emitida há muitos e muitos anos. Dados de alta resolução mostraram que certos discos descobertos surgiram cerca de 3 bilhões de anos depois do big bang. A tecnologia, claro, avança cada vez mais, permitindo a pesquisadores descobrirem o exemplar cerca de 1,5 bilhão de anos mais velho detalhado na revista Nature.

Para conseguir o feito, um time de cientistas utilizou o Atacama Large Millimeter Array, rádio-observatório construído no Chile. A partir dele, visualizaram sinais de uma galáxia formada há cerca de 12,5 bilhões de anos. Com os detalhes, modelos foram estruturados, e os resultados indicaram informações alinhadas àquelas encontradas por meio de outros discos galácticos.

img3 Disco galáctico formado logo após o big bang é detectado

ALMA, estrutura utilizada para observações. Fonte: Reddit

A revelação foi surpreendente, considerando-se a proximidade do nascimento da estrutura com o surgimento do Universo. Ainda que se trate de apenas um exemplar, isso já é suficiente para que projeções feitas até então sejam reformuladas e tragam novos questionamentos baseando-se em pequenas respostas sobre o início de tudo.

Fontes

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Painéis dupla face que ‘seguem o Sol’ são futuro da energia solar

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Imagem: https://unsplash.com/photos/XGAZzyLzn18

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa em Energia Solar de Cingapura revelou que painéis solares que utilizam tecnologias de dupla face e móveis produzem mais energia e são mais econômicos que os modelos comuns, que usam esses sistemas separadamente. O estudo foi publicado no site Joule na terça-feira (02).

Atualmente, há no mercado opções móveis, com um mecanismo que movimenta o painel de acordo com a direção da incidência dos raios solares, basicamente “seguindo o Sol”. Outra abordagem engloba os dispositivos dupla face, que conseguem captar energia tanto dos raios solares que vêm de cima como dos que vêm de baixo, refletidos pelo chão.

Esses modelos são mais eficientes que aqueles que usam tela única e fixa, que já conseguem converter em energia cerca de 22% da luz que capturam.

img1-2 Painéis dupla face que 'seguem o Sol' são futuro da energia solar

(Fonte: Unsplash/American Public Power Association)

 

E se juntássemos as duas tecnologias?

Os pesquisadores de Cingapura juntaram a tecnologia de painéis duplos ao mecanismo que os torna móveis. Dessa forma, cada equipamento usa duas telas que se movimentam para seguir a luz do Sol e captá-la com máxima eficiência.

Foram combinadas referências da plataforma em nuvem da NASA e do Sistema de Energia Radiante da Terra, que fornece dados de campo sobre os padrões globais de luz solar de três institutos e informações sobre quanta radiação uma face de painel pode receber com base em sua orientação em relação ao solo. Com isso, os cientistas descobriram que esses novos dispositivos são mais eficientes que quaisquer outros já utilizados, não importando o local do planeta em que sejam instalados ou as variações do clima.

De acordo com a equipe, os painéis de dupla face que rastreiam a luz solar produzem em média 35% mais energia e são 16% mais econômicos que os modelos fixos de face única. Apesar das vantagens, dobrar a quantidade de telas por equipamento significa dobrar a concentração de chumbo no ambiente. Além do mais, caso o solo seja coberto para otimizar o reflexo da luz solar, pode sofrer alterações no longo prazo.

Ainda assim, como produzem mais que a maioria dos painéis que estão em uso atualmente, seriam necessários menos equipamentos instalados para gerar a mesma quantidade de energia.

Fonte: nexperts

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Huawei vs EUA: empresa tentou esconder ‘negócios proibidos’ no Irã

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A agência de notícias Reuters obteve acesso a documentos que comprovam que a fabricante chinesa Huawei mantinha negociações no Irã, apesar de sanções impostas pelos Estados Unidos. A empresa sempre negou que estava desrespeitando o banimento imposto pelo país, que impedia o comércio com o país envolvendo produtos e serviços que usavam tecnologias norte-americanas.

Segundo a reportagem, o comércio era realizado usando a Skycom Tech, uma empresa que era tida somente como uma “parceira local”, mas que na verdade seria controlada pela gigante chinesa. Em 2013, a Huawei tentou até se desligar da empresa definitivamente, já preocupada com eventuais sanções. Para isso, ela mudou a gerência, fechou um dos escritórios da companhia e solicitou contratos novos.

A própria Reuters já havia feito uma denúncia sobre o caso em 2019, mas a ligação foi negada pela Huawei. Além disso, outros documentos mostram que produtos contendo tecnologia da Hewlett-Packard foram de fato enviados durante o período de sanção. Os novos documentos, entretanto, praticamente confirmam que era a chinesa quem tomava decisões importantes envolvendo a Skycom e contratos no Irã.

Relembre

O caso deve esquentar uma entre tantas batalhas judiciais entre a fabricante e os norte-americanos. Os denúncias iniciais datam de 2012, mas o caso atingiu o ápice quando a diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi presa em 2018 no Canadá. Ela ainda aguarda julgamento, sendo que os EUA já fizeram um pedido de extradição da executiva para que ela seja sentenciada no país.

 

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O que é criptografia e como isso afeta você diariamente

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Muito se fala de criptografia, mas há pouca clareza na maioria dos casos. Eu cheguei a abordar nesta coluna, na semana retrasada, a diferença entre criptografia ponta-a-ponta do Whatsapp e do app de vídeoconferências Zoom. Mas o que exatamente é criptografia e como isso afeta o seu cotidiano?

A gente rapidamente conecta criptografia à segurança ou àquele cadeado que fica no seu navegador quando você acessa um site “seguro”. Mas só isso não explica a criptografia

Há também discussões sobre criar uma “porta dos fundos” na implementação de criptografia em diversos aplicativos para governos poderem investigar atividades maliciosas, como conversas envolvendo terrorismo ou tráfico de drogas. Mas o que isso poderia significar para nós?

Do grego…

Vamos primeiro entender a etimologia(origem) da palavra criptografia:

  • Kryptós – escondido, secreto

  • Graphein – escrita

A origem está em ‘escrever de forma escondida’, significando a prática de técnicas para comunicações seguras. Seu primeiro uso conhecido foi em 1900 AC. Ou seja, há mais de 3.900 anos!

Criando nossa própria criptografia

Nada melhor que praticar para aprender um novo conceito, então vamos criar a nossa própria criptografia. Vamos combinar que, para qualquer letra do alfabeto que queremos escrever, vamos na verdade usar a letra subsequente. Assim teríamos algo como o seguinte:

  • A vira B

  • B vira C

  • C vira D

  • Etc…

Logo, se quisermos escrever ‘Oi, TecMundo!’, na verdade escreveríamos ‘Pj, UfdNvoep!’. Se só nós que estamos aqui lendo o artigo sabemos dessa regra previamente combinada, poderíamos escrever essa mensagem num outdoor e, ao mesmo tempo, estaríamos conversando de forma secreta, já que ninguém seria capaz de compreender a mensagem. Conseguimos ter uma comunicação privada mesmo usando um meio público para transmitir nossas mensagens.

E o que isso significa para mim?

A internet é uma grande rede de computadores composta de outras muitas redes e, para que uma mensagem do seu celular chegue no bolso da pessoa ao seu lado, a mensagem navega por vários pontos dessa rede. Como ninguém pode garantir que os dados se manterão secretos quando navegando em meio esses computadores, pode-se afirmar que a internet definitivamente não é um meio confiável e que absolutamente qualquer um pode “escutar” a comunicação dos seus dispositivos – e é aí que entra a criptografia.

Assim como nosso exemplo de escrever ‘Pj UfdNvoep!’ num outdoor – porém, usando uma forma mais elaborada de criptografia e em plena internet, a rede mais pública existente. Isso permite que possamos postar fotos no Instagram, mas também que paguemos nosso boleto bancário em segurança, sabendo que ninguém consegue bisbilhotar nossa informação bancária.

Mas, atenção! Um cadeado ao lado do endereço do site não significa que o site seja confiável, apenas que a comunicação entre seu dispositivo e o site é criptografada. Sites maliciosos podem ter o cadeado também! É preciso ficar esperto se você está conectado ao site correto.

image1 O que é criptografia e como isso afeta você diariamente

É razoável pensar que seria desejável ter uma forma fácil de quebrar a criptografia para comunicações entre aqueles que não seguem a lei, como terroristas. No entanto, é importante lembrar que, se houver a criação de uma “porta dos fundos” na criptografia para que o governo possa espionar esse tipo de comunicação, certamente hackers descobririam essa “chave mestra” e a usariam para interceptar sua comunicação com o seu internet banking, por exemplo.

Dicas extraclasse

Após entender um pouco mais sobre criptografia, que tal assistir dois filmes super relevantes e divertidos sobre o assunto? “O Jogo da Imitação”, que mostra o uso da criptografia na segunda guerra mundial, e “Snowden”, que mostra como nossos dados são manipulados diariamente.

Raphael Bottino, novo colunista quinzenal do TecMundo, é desenvolvedor e entusiasta de tecnologia. Ele trabalha como arquiteto de soluções na Trend Micro, uma das empresas líderes globais em Segurança da Informação. Nas horas vagas, quando não está cozinhando, está aprendendo novas tecnologias ou programando (sim, ele programa por prazer).”

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