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Estilo de Vida

Mais conectadas, livrarias medem impacto de quarentena e preparam abertura

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ivraria da Vila na Rua Fradique Coutinho, em São Paulo (Livraria da Vila/Divulgação)

Associação Nacional de Livrarias está ouvindo associados para apresentar proposta de abertura para a prefeitura de São Paulo

Quando for seguro sair de casa novamente, não vamos encontrar mais algumas lojas da Saraiva espalhadas por shoppings de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Canoas e São Caetano.

Enfrentando a pior crise de sua história, que vem de antes mas foi agravada pela pandemia, a rede, que está em recuperação judicial, está fechando pelo menos 7 livrarias – mas esse número pode chegar a 19 num futuro próximo.

No mesmo barco, a Cultura acaba de apresentar um novo plano de recuperação e tenta negociar com editoras outra forma de voltar a ter crédito com elas e livros para vender, propondo dividir o pagamento na hora, o Split, com uma porcentagem extra para amortecer a dívida recente.

Enquanto as duas lidavam com seus problemas nesses dois meses, outras livrarias e redes usavam a criatividade para seguir vendendo, mesmo com as portas fechadas. Usaram WhatsApp, investiram no e-commerce, aprenderam a fazer marketing digital, ouviram o cliente.

Alguns deram férias aos funcionários. Houve alguma demissão. E, embora os números não sejam animadores – segundo a Nielsen, o varejo registrou queda de 33% em maio, em relação a 2019, e acumula perdas de 13% em 2020 -, elas estão conseguindo, com mais ou menos dificuldade, passar por isso. E algumas até já se preparam para a reabertura.

Não há uma data certa para isso acontecer. A Associação Nacional de Livrarias está ouvindo seus associados para apresentar uma proposta para a prefeitura de São Paulo.

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Estilo de Vida

DETERMINADOS A ROUBAR E MATAR

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A África, quem diria? , tirou de letra o Vírus do Tedros, da OMS !

POR DIRCEU PIO

 

“Somos favoráveis ao terrorismo organizado – isto deve ser admitido francamente”(Vladimir Ilyich Ulyanov, vulgo Lênin)

 

O Brasil assume a vice-liderança mundial de mortes pelo Vírus de Wuhan ! Governadores e prefeitos trocam risos vitoriosos e reunida num Consórcio – isso mesmo, num con-sór-ci-o ! – a mídia comemora, como se tivesse concluído uma grande proeza.

Ambos se merecem ! Diria mesmo que a responsabilidade por mais de 90% dessas mortes deve ser atribuída aos gestores da Pandemia e  à mídia brasileira, que por razões  ainda não  suficientemente claras, trocou o dever de informar pela arte de produzir pânico e terrorismo.

É claro que governadores, prefeitos e todas as autoridades e instituições que direta ou indiretamente contribuíram com esse cenário de horror dirão que fizeram de tudo para salvar vidas.

A realidade começa a demonstrar, a cada dia com mais força, que fizeram exatamente o contrário: como se fossem músicos de uma grande orquestra, entraram na Pandemia orientados e pautados para matar – e roubar.

Rememoremos alguns fatos: ainda em março, o hospital Sancta Maggiore, do convênio Prevent Senior, que dá cobertura a nada menos de 25% da população idosa da Grande S.Paulo, registrou 79 mortes pelo vírus chinês.

Acendeu as luzes vermelhas (a instituição poderia ser destruída pelo vírus !), reuniu os melhores cientistas do país e em apenas dez dias desenvolveu  e implantou um protocolo orientando o tratamento da infecção na fase inicial (primeiros quatro dias) com hidroxicloroquina e azitromicina.

Começaram a acontecer ali coisas extraordinárias como o desaparecimento dos sintomas em poucas horas e reversão total da infecção em dois ou três dias. Entre os pacientes que autorizavam o tratamento, o índice de cura bateu em 100%.

Já em seguida, o convênio ativou o seu serviço de telemedicina e inaugurava o tratamento doméstico, sem necessidade de internação. No prazo de 30 dias, o Prevent Senior acumulou nada menos de 600 curas sem necessidade de internação.

NÃO FIZERAM O ÓBVIO

Agora, eu pergunto a você, meu caro leitor, o que você faria se fosse governador do estado ou prefeito de uma das cidades paulistas que começasse a registrar casos de Covid-19 ?

Digo com toda franqueza o que eu faria: visitaria o Sancta Maggiore  para conhecer em detalhes tal milagre. Sairia dali, sendo governador, decidido a implementar o mesmo protocolo em todos os  municípios do estado ou, sendo prefeito, a implantar o bendito protocolo na minha cidade.

Foi o que fez, por exemplo, a médica Wilse Segamarchi, da pequena Salto de Pirapora, na região de Sorocaba (SP).   Wilse  conta que um de seus colegas adoeceu e, como seu estado começava a piorar, deu um pulo até S. Paulo e voltou com o protocolo da Prevent e doses de hidroxicloroquina suficientes para o tratamento de seu colega, que se recuperou e se aliou a ela para incentivar outros dois municípios da região – Salto e Porto Feliz – a também aderir ao tratamento.

Agora, sabe quantas mortes foram registradas em Salto de Pirapora, Salto e Porto Feliz ? Nenhuma !

Mais do que comprovar a eficácia da hidroxicloroquina, o Prevent Senior contribuiu para disparar um alerta que, se observado por prefeitos e governadores de todo País, jamais morreria  tanta gente: associada à azitromicina, a hidroxicloroquina tem eficácia de quase 100% desde que o tratamento seja iniciado nas primeiras horas da infecção (fase viral) !

Acontece que os gestores, exceção desses poucos médicos abnegados, trabalharam o tempo todo de costas viradas para as experiências clínicas fantásticas do Sancta Maggiore e chegaram até mesmo a tentar destruir a reputação do hospital.

PROTOCOLO DA MORTE

Estavam todos, desde o início,  aparelhados pela OMS que tinha no Brasil o seu fiel escudeiro, o médico, deputado e Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, que apoiou a rebelião dos governadores, coordenou o Atentado de Manaus contra Cloroquina, e deixou como herança maldita à sociedade brasileira o Protocolo da Morte que, desgraçadamente, ainda sobrevive em muitos estados brasileiros, inclusive no líder de óbitos, SP.

Saber o que é o Protocolo da Morte significa compreender a essência malévola da gestão da Pandemia no Brasil, onde os óbitos não pararam de crescer: numa crise como essa, cabe ao Ministério da Saúde passar a orientação básica de tratamento à rede de atendimento do SUS.

Observem bem a sutileza e o lado, digamos assim, inteligente e ardiloso do Ministério gerido por Henrique Mandetta: recomendava que os pacientes que testavam positivo recebessem Tamiflu e Dipirona e o uso da hidroxicloroquina seria reservado para a fase aguda da doença.

É a própria receita da morte porque as duas drogas (Tamiflu e Dipirona) são inócuas e as duas que salvam vidas tem a eficácia bastante reduzida na fase aguda da doença e  por serem drogas baratas, devem ser administradas até antes do diagnóstico.

XAROPE DE GUACO

Em Passo Fundo, com 200 mil habitantes, no Rio Grande do Sul, foi registrado, como exemplo, o segundo número de mortes no Estado, perdendo apenas para Porto Alegre com população sete  vezes maior.

O promotor estadual, Rodnei Candeias, foi ver de perto o que poderia explicar tal disparate e encontrou a resposta: no primeiro atendimento, os pacientes com sintomas recebiam orientação para esperar em casa, tomar xarope de guaco (substituto gaúcho do Tamiflu) e dipirinona…Voltavam dali a dez ou doze dias saturando muito  e quase mortos…houve casos de pessoas que morreram na porta do hospital (vale a pena ver aqui: https://www.facebook.com/watch/?v=873947999781375)

Não é nada injusto dizer, portanto, que governadores e prefeitos estavam – e estão – determinados a roubar e matar. Fecharam a lente sobre os dois objetivos perversos e sequer olharam dos lados para captar os ensinamentos que a própria Pandemia produzia !

RESPIRADORES ASSASSINOS

Vejam o caso dos respiradores: ainda no final de abril, Cameron Kyle-Sidell, médico do Maimonides Medical Center em Nova York, relatava que o uso de respiradores artificiais levaria a uma deterioração da condição dos pacientes de Covid, resultando em sua consequente morte em 80% dos casos.

E no começo de maio era divulgado o resultado das 70 autópsias em cadáveres vítimas do Vírus de Wuhan em Bérgamo e Milão, a Norte da Itália, com revelações que sacudiriam a medicina em todo o planeta.

A “causa mortis” dos 70 pacientes não foi o Covid-19, mas a pressão dos ventiladores, inaugurando, então, uma nova narrativa para o tratamento da infecção:

– “Senhores, o Covid-19 danifica primeiramente os vasos – proclamou o dr. Giampaolo Palma, cardiologista com muitos anos de experiência e atualmente operando em um centro especializado em doenças cardiovasculares em Salerno –  o sistema cardiovascular e, só então, atinge os pulmões! É a microtrombose venosa, não a pneumonia que determina a fatalidade!”

Se, portanto, o Covid afeta principalmente os vasos e o sistema circulatório, a dedução natural  é que se torna praticamente  inútil ventilar artificialmente o paciente, se não até mesmo prejudicial, uma vez que os pulmões não recebem sangue suficiente.

Nenhum desses ensinamentos chegou a prefeitos e governadores brasileiros que só prestaram atenção no preço do equipamento e nas possibilidades de gordas comissões. Ainda nesta segunda-feira, 15-06, o governador de SP, João Dória, foi para a TV gargantear que havia comprado algumas centenas de respiradores da Turquia e da China (é espantosa a relação dele com a China, só falta mesmo mandar puxar os olhos e discursar em mandarim!).

ÁFRICA, UM EXEMPLO

Ah, se todos eles gerissem a Pandemia com espírito público !

Teriam promovido uma ampla, geral e irrestrita profilaxia viral com o uso também de uma droga barata e eficaz, tanto na prevenção como na cura, pois há evidências de que ela elimina até 98% da carga viral – a Ivermectina !

Não, ainda não existem “estudos randomizados duplo cego”, como exigiriam os espertos e genocidas de plantão…Existem fortíssimas evidências clínicas e de campo a revelar que ela é poderosíssima e isso deve bastar a quem está realmente interessado em fazer saúde pública de verdade.

Vejam, por exemplo, o que diz a médica Lucy Kerr, cujo currículo não cabe numa tela de computador, sobre a Ivermectina:

– Será que numa hora dessas não podemos atribuir a essa droga o que ocorreu na África, onde os casos da doença desafiaram toda a tendência desta Pandemia ? Veja, por exemplo, o caso da Etiópia, com 110 milhões de habitantes, o segundo país mais populoso do continente. Esperaram por uma catástratofe: prepararam nada menos de 50 mil profissionais para atender no confinamento e ergueram cerca de 15 mil leitos hospitalares. Até esta segunda semana de junho, a Etiópia registra apenas 700 casos de Covid e seis mortes.

Em toda a África – prosseguiu a doutora Lucy Kerr – continente com 1,2 bilhão de habitantes foram registradas apenas 3.600 mortes até agora:

– Como negar que esse extraordinário desempenho seja atribuído à Ivermectina se lá quase todos os países aplicam milhões de doses da droga todos os anos?

 

 

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Estilo de Vida

Hipertensão é responsável por metade das mortes por doenças cardiovasculares

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Imagem de Thomas H. por Pixabay

Alerta é da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, no Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão

A hipertensão é responsável, direta ou indiretamente, por metade das mortes por doenças cardiovasculares – são aproximadamente duzentos mil óbitos por ano. O alerta é da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, 26 de abril, a SOCESP ressalta a importância dos cuidados, mais do que nunca, por causa da pandemia do novo coronavírus.

Segundo a entidade, 36 milhões de adultos brasileiros têm pressão alta. Entre os idosos, a hipertensão atinge 60%.

Quem não faz o monitoramento adequado da doença corre o risco de morte súbita, acidente vascular cerebral (derrame), infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica e doença renal crônica.

“Nos casos de covid-19, o hipertenso não controlado tem complicações maiores e maior mortalidade, conforme relatos e estudos internacionais”, analisa o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, João Fernando Monteiro Ferreira.

Nas últimas três décadas, houve uma diminuição da incidência da hipertensão no Brasil de 36,1% para 31% da população adulta, conforme uma meta-análise contemplando 40 estudos científicos nacionais e publicados na 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial.

Para o presidente da SOCESP, se houvesse uma adesão em massa, em que todos os brasileiros controlassem a pressão arterial, teríamos um salto significativo na redução de mortes por doenças cardiovasculares. “Provavelmente atingiríamos a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) em reduzir em 25% os óbitos até 2.025”, destaca o cardiologista.

A SOCESP promove, ao longo da semana, uma campanha virtual com postagens diárias em seu site voltado ao público em geral e nas mídias sócias. Os textos trazem orientações sobre a importância dos exercícios físicos, como controlar a doença, quais os riscos, destaca que a hipertensão não apresenta sintomas e quais são os parâmetros da pressão arterial.

Cuidados para o hipertenso durante a pandemia de coronavírus

Durante a pandemia de covid-19, os hipertensos merecem uma atenção especial. “Eles devem tanto evitar o contágio pelo vírus, medida baseada principalmente no isolamento social, como manter os cuidados habituais para o controle da pressão arterial. E aqui me refiro ao uso regular de medicamentos, dieta equilibrada e prática de exercícios”, ressalta o assessor Científico da SOCESP, Flávio Borelli.

O cardiologista orienta que uma alimentação balanceada, com baixo consumo de sal, também é crucial. A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo recomenda até cinco gramas de sal por dia, ou uma colher de chá. “É o limite de consumo, sem esquecer que o sal está presente em boa parte dos alimentos processados, como massas e temperos industrializados, facilmente encontrados na mesa dos brasileiros, mas que deveriam ser evitados”, alerta o cardiologista.

Além do sal, os fatores de risco para hipertensão arterial são a idade, excesso de peso e obesidadeingestão de álcoolsedentarismo, fatores socioeconômicos e genéticos.

Fonte: TERRA

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10 dicas para dormir melhor quando bate a ansiedade

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O que você pode fazer para lidar com as preocupações e melhorar a qualidade do sono

Em tempos de preocupação com a saúde e de incertezas quanto ao futuro, é normal sentir ansiedade –e, com ela, problemas para dormir. Isso acontece porque nosso cérebro é programado para responder ao perigo aumentando a vigilância e a atenção para nos proteger, explica a médica Suzanne Bertisch, diretora da área de Sono e Comportamento do Brigham and Women’s Hospital em um artigo do blog da Faculdade de Medicina de Harvard.

 

Para ela, mesmo em tempos difíceis é possível controlar alguns comportamentos para reduzir o impacto dessa angústia sobre o sono. “Um sono melhor nos permite atravessar momentos estressantes, reduz a chance de desenvolver um problema persistente de sono e, em longo prazo, ajuda nosso sistema imunológico”, afirma a especialista. Estas são as dicas que ela dá para cuidar do sono durante períodos de crise.

 

Mantenha a rotina

 

Levante-se e deite-se sempre no mesmo horário durante a semana, pois isso ajuda a definir o nosso relógio natural: o ritmo circadiano, uma das ferramentas que nosso organismo usa para regular o sono. Mantenha também os horários das refeições, dos exercícios e de outras atividades.

 

Pegue a luz da manhã

Ao sair da cama, pegue um pouco de luz da manhã. A luz é a maior controladora do nosso relógio natural, por isso se expor a ela de manhã ajuda a “acertar” os ponteiros a cada dia. A luz natural é a melhor, pois mesmo a dos dias nublados já nos dá o dobro da intensidade da iluminação por lâmpadas.

Exercite-se de dia

Isso melhora a qualidade do sono, reduz o estresse e melhora o humor.

 

Não exagere no cochilo

Mesmo se sentir cansaço durante o dia, tente não passar muito tempo na cama, especialmente se não estiver dormindo bem à noite. Se precisar tirar um cochilo, levante em até 30 minutos.

 

Evite a cafeína

No final do dia, evite tomar bebidas que têm cafeína, como café, alguns refrigerantes e chás. Algumas pessoas têm mais dificuldade em digerir a cafeína , e por isso podem ficar despertas por mais tempo do que o desejado.

 

Ajude os outros

Se você quer ajudar mais pessoas, descubra como pode fazer isso (fazendo as compras para um vizinho idoso, ou ligando para as pessoas que estão em dificuldade, por exemplo). “Atos altruístas podem nos dar um senso de propósito, reduzindo o sentimento de não poder fazer nada e aliviando a incerteza que perturba o sono”, diz Bertisch.

 

Desconecte-se das notícias

Ao menos uma hora antes de dormir, evite todas as notícias e os eletrônicos. “O ciclo de notícias raramente traz novidades de noite que você não possa saber pela manhã, e provavelmente vai estimular sua mente ou causar medo, e será mais difícil pegar no sono”, explica a especialista.

 

Desligue os eletrônicos

Celulares, tablets e computadores dificultam a tarefa de o cérebro desligar e sua luz retarda a liberação de melatonina, o hormônio do sono. Se você precisar se distrair, veja um pouco de TV, ouça música ou leia um livro.

 

Reduza o álcool

As bebidas alcoólicas podem até ajudar a pegar no sono, mas prejudicam sua qualidade ao longo da noite.

 

Escreva as preocupações

Se à noite você sentir sono, mas seu cérebro ainda estiver a mil, sente-se com papel e caneta e escreva o que está te preocupando. Você pode reler essa lista pela manhã para ver como pode lidar com essas questões.

 

Fonte: Viva a Longevidade

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Estilo de Vida

Livro de Machado de Assis em inglês esgota em um dia nos EUA

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Machado de Assis: autor, que era negro, teve sua cor corrigida em fotos históricas somente no ano passado; nova tradução de seu romance mais famoso virou febre nos EUA (Reprodução/Wikimedia Commons)

O autor brasileiro Machado de Assis caiu no gosto dos americanos. Em 2 de junho, a editora Penguin lançou nos Estados Unidos uma nova tradução do livro de 1881 Memórias Póstumas de Brás Cubas (em inglês, “The Posthumous Memoirs of Brás Cubas”). A pesquisadora Flora Thomson-Deveaux foi a responsável pela nova versão em inglês do clássico brasileiro.

Na Amazon e na livraria Barnes & Noble, o livro esgotou em apenas um dia. Até o momento, nesta sexta-feira, 5, os estoques físicos ainda não foram repostos. No site da Amazon, o livro é o mais vendido na categoria “Ficção Latino-americana e caribenha.”

“Estou ciente de que não é o momento de celebrar o lançamento de um livro, mas eu não teria dedicado anos da minha vida para traduzir este aqui se eu não estivesse convencida de que é uma obra para todas as eras”, afirmou a tradutora da edição em seu perfil no Twitter. Isso porque, no dia 2 de junho, o mundo estava passando pelo sétimo dia de protestos contra o racismo após o assassinato de George Floyd, homem negro morto pela polícia de Minneapolis, nos Estados Unidos.

Machado de Assis era um homem negro — o que torna o lançamento de seu livro em inglês ainda mais simbólico. Em julho do ano passado, uma ação corrigiu a cor da pele do autor, consagrado por outras obras, como Dom Casmurro, seu livro mais famoso, e Quincas Borba, em fotos históricas. Por muitas décadas, a cor da pele de Machado foi colocada de lado e gerações de alunos entenderam que o maior nome da literatura brasileira era branco. O escritor era filho de pai negro e mãe branca e passou a infância na pobreza.

“Este livro é uma obra de seu tempo, mas, de muitas formas, para crédito de Machado e discrédito de nós mesmos, também fala sobre a nossa realidade. Existem ecos — troque a febre amarela pela covid-19 — e há a continuidade — racismo sistêmico, tão pungente hoje quanto em 1880”, escreveu a tradutora em outro tuíte. Thomson-Deveaux ressalta ainda que, embora o livro esteja esgotado nas grandes livrarias, pode ser encomendado pelo site Bookshop.org. A versão para Kindle na Amazon americana custa cerca de 9 dólares (44,67 reais na cotação atual) e ainda está disponível para compra.

No dia 3 de junho, um dia após o lançamento, a revista americana The New Yorker descreveu a obra de Assis como “uma das mais inteligentes, mais brincalhonas, e portanto, um dos livros mais vivos e sem idade já escritos” — o que pode, com uma pequena dose de certeza, ter ajudado nas vendas.

Em 2018, o lançamento nos Estados Unidos da tradução dos contos completos do autor, feita por Margaret Jull Costa e Robin Patterson, já vinha preparando o terreno para o autor brasileiro em terras estrangeiras. Na ocasião, a revista The New Yorker escreveu: “Ele é um dos melhores autores brasileiros. Por que ele não é mais lido mundo afora?”

 

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Estilo de Vida

Terapia com led acelera recuperação do cabelo após quimioterapia

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A touca inglesa (crioterapia) permite que o couro cabeludo fique a uma temperatura entre 18ºC e 22º C. Foto: Paxman/Divulgação / Estadão

Radiação permite que células capilares recebam mais nutrientes e criem fios de melhor qualidade

A queda de cabelo em decorrência da quimioterapia varia de acordo com o tipo de droga utilizada no tratamento, que pode ser mais ou menos agressiva ao organismo. Quando a perda ocorre, o crescimento dos fios se dá após dois ou três meses do término das sessões, mas é possível acelerar o processo por meio da ledterapia, que estimula as células capilares a trabalharem mais e com melhores resultados.

A técnica não é uma novidade no universo de tratamento dos fios. Segundo o cirurgião vascular Álvaro Pereira, já se sabe há muito tempo que essa radiação, na dose e frequência certas, estimula o crescimento do cabelo. Ela já é utilizada por quem sofre com a perda por outros motivos que não o efeito colateral da quimioterapia.

No caso do tratamento contra o câncer, o medicamento tem o objetivo de atingir as células de crescimento acelerado, que é o caso das células cancerígenas. Mas ele não diferencia as tumorais das boas e aquelas que dão origem aos fios, saudáveis, também se enquadram nessa categoria e são afetadas paralelamente, causando a queda do cabelo.

Para recuperá-lo com a ledterapia após esse processo, a pessoa usa um boné ou capacete que emite uma radiação com frequência específica, de baixa potência. Os raios vão promover a dilatação dos vasos sanguíneos, o que aumenta a entrada de nutrientes e oxigênio nas células capilares. Com isso, também cresce a produção de energia celular e, consequentemente, a capacidade de produzir mais fios de cabelo de melhor qualidade.

E é justamente por causa do efeito de vasodilatação que a ledterapia só é indicada após o fim do tratamento quimioterápico. Se ela for utilizada durante, o medicamento tende a penetrar ainda mais nas células e provocar o resultado contrário. Assim, a técnica não é uma prevenção contra a perda do cabelo, mas um acelerador de crescimento pós-quimioterapia.

Pereira observa que, caso a pessoa ainda opte por fazer ledterapia durante o tratamento contra o câncer, é preciso esperar cerca de três dias após a sessão de quimioterapia para garantir que a droga não esteja mais no organismo. Algumas podem durar menos tempo no corpo, porém, no geral, a orientação é usar no final. “A cada sessão de quimio, a ledterapia não vai ser suficiente para ‘inibir’ a queda tanto quanto se fizer depois da quimio.”

A decoradora Luciana Bottura de Medeiros, de 48 anos, começou a usar o boné de ledterapia após o segundo tratamento contra o câncer. Aos 40 anos, ela descobriu um tumor na mama esquerda, que foi totalmente retirada, e teve de fazer 30 sessões de radioterapia, que não afetou o cabelo. Quatro anos depois, a doença voltou mais agressiva, em outros órgãos, e ela passou por 26 sessões de quimioterapia. “Fiquei careca 20 dias após a primeira sessão”, conta.

Luciana relata que, após o fim do tratamento, o cabelo começou a crescer lentamente, mais fino e com falhas. Na clínica onde se tratou, uma dermatologista indicou a terapia de led com boné, que pode ser usado em casa. Em novembro de 2019, ela começou a usar o produto uma vez ao dia durante dez minutos. Antes, ela lava o cabelo e passa algumas gotas de minoxidil, fármaco que também promove vasodilatação e é comumente usado para recuperação do cabelo.

“Percebo que os fios estão mais encorpados e o crescimento foi acelerado tendo em vista a comparação com outras meninas que não usaram o boné. Para mim, o resultado tem sido bastante satisfatório, me sinto bem e confiante que logo estarei com meu cabelo mais comprido para conseguir fazer um corte bem estiloso”, comenta Luciana.

Tratamento evita queda de cabelo durante quimioterapia

A dermatologista Estrela Machado, especialista em oncologia e tricologia, do Centro Paulista de Oncologia, afirma que a crioterapia é um dos tratamentos que se mostraram mais eficazes para minimizar a queda de cabelo devido à quimioterapia. A touca que permanece com temperaturas entre 18 e 22 graus Celsius tem de ser usada enquanto a pessoa faz a sessão de quimio. Curiosamente, o método de resfriamento da cerveja foi o que inspirou a criação do equipamento.

A técnica tem duas ações importantes: o congelamento das células capilares, que vão deixar de ter crescimento acelerado e de serem vistas como ‘más’ pelo quimioterápico, e o estreitamento dos vasos sanguíneos, fazendo com que menos droga chegue até as células do cabelo. Pela literatura médica, Estrela diz que a melhora da queda de cabelo com a crioterapia é em torno de 50%, algo que ela observa na própria experiência clínica.

“Tem casos de muito bom resultado e outros que são ruins, em torno de 30% de preservação dos fios. Mas, independente do resultado, quando acaba a quimioterapia, a recuperação é superior a de pacientes que não fazem e vem com qualidade muito melhor. A quimio faz cair e nascer três meses depois, mas nunca igual”, diz a médica.

A variação dos resultados depende, por exemplo, do tipo de quimioterápico utilizado, do tempo de infusão da droga e da quantidade de ciclos do tratamento. Por observação, a dermatologista aponta que quem já tem alguma patologia no couro cabeludo, haste dos fios mais fina e usa muitos produtos químicos no cabelo pode ter um resultado pouco satisfatório também.

Estrela diz que durante o tratamento quimioterápico pode haver uso de minoxidil e cisteína, que garante a qualidade dos fios, mas, segundo ela, os resultados só dessas substâncias são pobres. Outro problema é que o uso de medicamentos orais por quem faz quimioterapia pode deixar a pessoa mais sensível e haver intercorrência. “O que mais entrega resultado é a crioterapia.”

Tratamentos capilares após a quimioterapia

Passado o tratamento contra o câncer, a dermatologista também aponta a terapia com led como benéfica, pois a ação dos lasers de baixa potência aumenta o número de fios. O cirurgião vascular Álvaro Pereira é sócio da Cosmedical e idealizador de um capacete de ledterapia da Capellux que pode ser usado em casa.

A versão em boné do produto foi a utilizada pela Luciana e é mais indicado para quem tem pouco cabelo, que é o caso dela. “Para quem tem mais cabelo, o boné não é tão eficiente quanto o capacete com espícula, que é como um dente de pente que atravessa os cabelos e encosta direto no couro cabeludo”, explica o médico.

No dia do fechamento desta reportagem, o boné era vendido por R$ 984 e o capacete, R$ 2,5 mil no site da marca. Pereira diz que os dispositivos também estão disponíveis em farmácias de manipulação e lojas distribuidoras. Clínicas médicas podem oferecer o serviço que, segundo ele, é com um aparelho de maior potência.

Para a dermatologista, o resultado da técnica é bastante potencializado com outros tratamentos, não sozinho. “Vai usar [a ledterapia] para crescer mais rápido, com medicações a base de vitamina e tópicos que vão fazer vasodilatação para chegar mais nutrientes ao cabelo.” Outras técnicas que ela cita são: suplementação oral, microagulhamento e aplicação de produtos dentro da derme capilar.

 

Fonte: Terra

 

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Estilo de Vida

Influenciadores digitais: CPF ou CNPJ?

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Gabriela Pugliesi (Luiza Ferraz/Reprodução)

Os criadores de hoje devem ser no mínimo responsáveis pelas bandeiras que levantam, propósitos que defendem e dialogar com seus consumidores

Influenciadores digitais: CPF ou CNPJ? A resposta para esta pergunta retórica é simples: ambos.

A internet e as redes sociais ainda parecem um mundo novo a ser explorado. Sim, ainda é. E como todos os pioneiros em suas novas empreitadas, seja lá quais forem, os erros podem ser mais numerosos e maiores do que os acertos.

Com a Gabriela Pugliesi não haveria de ser diferente. A influenciadora digital parece lidar, talvez ser ter consciência disso com clareza com o famoso paradoxo da escolha: quem eu vou ser hoje?

Um celular na mão, dezenas de possibilidades, como se encaixar em um único avatar que mistura tantas expressões de identidade? Para vender, a influenciadora mais parece um market place onde possui um infinidade de estilos de vida, gostos, cenários para encaixar sua curadoria de produtos e serviços. Parece frio e distante né? Mas é.

Estamos tratando de negócios de risco, e mais, business de alto impacto, não só para o CNPJ, mas sobretudo para o CPF. Carregar duas forças de ser/estar no mundo de forma coerente, onde os dois sistemas conversam entre si e devem ter uma mensagem única, sólida e coerente é um trabalho bastante árduo e comprometido.

Na era das empresas com propósito não dá pra errar, ainda mais quando a empresa é a própria pessoa. Os criadores de hoje devem ser no mínimo responsáveis pelas bandeiras que levantam, propósitos que defendem e dialogar com seus consumidores tal como uma grande indústria.

Pode parecer pequeno em um primeiro olhar, mas o canal de contato é bastante poderoso, como um bote do Greenpeace combatendo a mortandade de baleias em pleno oceano. Em comparação a um grande navio pesqueiro ele é bem pequeno, mas a mensagem que carrega é uma avalanche simbólica que pode fazer um barulho imenso.

Ao declarar em plena pandemia de coronavírus “foda-se a vida”, na verdade a influenciadora dava um tiro no próprio pé, perdeu alguns milhares de reais em ações publicitárias e contratos, e manchou a sua imagem no pior momento que isso poderia ter acontecido, quando todos nós estamos voltados para a TV, para as telas dos celulares e dos computadores em plena quarentena.

 

Mas calma, nem tudo está perdido, como um bom CNPJ, a Pugliese parece estar se movimentando para contornar a crise, de que forma?

1. Apelou para as desculpas, o lado humano do CNPJ neste caso: “as pessoas também erram”, e que precisa se desintoxicar das redes sociais. A lá “Katia Cega” disparou “não está sendo fácil”.

2. Apelou para a mãe, afinal de contas o amor de mãe tudo entende, tudo suporta, tudo perdoa. “Minha filha sempre foi perseguida”

3. Apelou para a contratação de um bom profissional de gestão de crise. Para quem viu a série “Scandal”, vai lembrar da personagem de Kerry Washington, Olivia Pope, pois é, há profissionais que salvam imagens.

Não há garantia que as ações trarão resultado positivo, vamos ter que esperar para ver, mas uma coisa é certa: quando a gente decide ser um profissional da criação de conteúdo nas redes sociais e decidimos usar este canal como forma de ganhar a vida, inspirar pessoas, levantar bandeiras e motivar propósitos você não está sozinho.

Você carrega seus seguidores diretos e indiretos, você envolve sua vida pessoal (CPF) e sua vida profissional (CNPJ) em todas as suas atitudes e escolhas, e isso é uma grande responsabilidade para com ele mesmo e todas as pessoas envolvidas, inclusive as marcas que investem recursos nele.

Talvez seja hora dos influencers digitais começarem a estudar conteúdo sobre liderança e as marcas estudarem melhor seus investimentos no setor, buscar nano ou micro influencers mais engajados e comprometidos, e além disso monitorar, minimamente, os posicionamentos políticos que fazem. É preciso ter coerência. Chega de filtros.

Por Hilaine Yaccoub


Hilaine Yaccoub é doutora em Antropologia do Consumo. Atua como palestrante, e consultora, realizando estudos que promovem ligação entre o mercado consumidor, o conhecimento acadêmico e as empresas. Para seguir nas redes sociais: @hilaine

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Estilo de Vida

Ginástica em casa não substituirá academias, diz Barclays

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(Reprodução/Thinkstock)

Fazer ginástica em casa pode ter se tornado parte do dia a dia nas quarentenas, mas analistas do Barclays dizem que frequentadores de academias não cancelarão seus planos tão cedo.

Uma pesquisa com consumidores do Reino Unido constatou que apenas 14% dos membros de academias planejavam cancelar planos, apesar de 35% deles terem mudado de atitude em relação a fazer exercícios em casa em meio ao surto, segundo relatório do banco aos clientes na terça-feira.

O Barclays voltou a ter recomendação overweight para a The Gym Group, listada em Londres, e reiterou a mesma recomendação para a holandesa Basic-Fit. As ações dessas empresas acumulam queda de 37% e 31% em 2020, respectivamente, devido ao impacto da pandemia.

“Achamos os resultados tranquilizadores para o futuro do setor de academias após a pandemia, uma vez que a pesquisa foi realizada em um momento de pico de ansiedade pelo Covid-19”, escreveram analistas como James Rowland Clark.

Os Países Baixos planejam reabrir as academias em 1º de julho, dois meses antes do planejado. O governo do Reino Unido também estuda planos para reabrir academias no próximo mês, segundo reportagem do The Guardian em maio.

A pesquisa, conduzida pela empresa de pesquisa YouGov, foi realizada com 2.075 consumidores no Reino Unido, dos quais 16% eram membros de academia. A pesquisa também revelou que pessoas com maior probabilidade de cancelar planos tinham entre 18 e 34 anos de idade. Esse é um risco potencial para academias de baixo custo, como a The Gym e Basic-Fit, que dependem mais de um grande número de membros mais jovens, disse o Barclays.

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